Nova onda de protestos eclode no Irã motivada por crise econômica; confrontos deixaram um morto
01/01/2026
(Foto: Reprodução) Manifestantes marcham em rua de Teerã em meio a onda de protestos contra o governo iraniano, em 29 de dezembro de 2025.
Fars via AP
Ao menos uma pessoa morreu durante confrontos entre manifestantes e policiais no Irã em decorrência de uma nova onda de protestos que eclodiu no país por conta do aumento do custo de vida e de uma crise econômica que o governo iraniano atravessa.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Os protestos, que começaram esta semana, são os maiores desde a chamada Revolução Feminina no Irã, uma onda de manifestações em 2022 pelos direitos das mulheres após a morte de uma jovem presa por "uso incorreto" do véu islâmico.
Autoridades anunciaram que uma pessoa morreu. Segundo a imprensa estatal iraniana, trata-se de um membro de uma milícia paramilitar que atua em apoio ao governo. Mas a mídia local já fala em "vários mortos" na nova onda de manifestações.
Nesta quita-feira (1º), manifestantes e forças de segurança se enfrentaram nesta quinta-feira (1º) em uma cidade no sudoeste do Irã, informou a agência de notícias Fars.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
"Alguns manifestantes começaram a lançar pedras contra prédios administrativos da cidade, entre eles o gabinete do governador, a mesquita, a Fundação dos Mártires, a prefeitura e vários bancos, antes de se dirigirem à sede do governo regional" na cidade de Lordegan, escreveu a agência Fars. A polícia usou gás lacrimogêneo contra eles, explicou.
Lordegan, uma localidade com 40.000 habitantes, está situada a cerca de 650 quilômetros de Teerã.
"Um membro do Basij [uma milícia paramilitar] da cidade de Kuhdasht, de 21 anos, foi morto esta noite por arruaceiros enquanto defendia a ordem pública", declarou a televisão estatal, citando o vice-governador da província de Lorestão (oeste), Said Pourali.
Os protestos de segunda-feira foram os maiores desde 2022, quando a morte de Mahsa Jina Amini, de 22 anos, sob custódia policial, desencadeou manifestações em todo o país. Ela foi presa pela polícia da moralidade do país por supostamente não usar o hijab corretamente.