Mali entra na mira de Trump: veja quais países os EUA já atacaram desde 2025
23/07/2026
(Foto: Reprodução) Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante uma coletiva de imprensa na cúpula da Otan, em Haia, Países Baixos, em 25 de junho de 2025.
Reuters/Yves Herman
O governo Trump avalia realizar uma ação militar no Mali contra o grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), ligado à Al-Qaeda, revelou na quarta-feira (22) o jornal norte-americano "The Washington Post".
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Segundo o "Washington Post", o JNIM é o grupo extremista mais bem armado da região do Sahel e realizou ataques coordenados nos últimos meses em diferentes partes do país e chegou a atuar nas ruas da capital, Bamako. Um ataque dos EUA contra o grupo ainda não é unanimidade dentro do governo Trump. Leia mais aqui.
Caso essa ação militar se concretize, Mali seria o 8º país a ser atacado pelos Estados Unidos no segundo mandato presidencial de Donald Trump, que começou em janeiro de 2025.
Veja abaixo quais países Trump já atacou e por que:
Iêmen
Irã
Iraque
Nigéria
Síria
Somália
Venezuela
Iêmen
EUA atacam porto no Iêmen em ação contra Houthis
Os EUA realizaram uma série de bombardeios no Iêmen entre março e maio de 2025 durante uma "operação militar em grande escala" contra o grupo extremista Houthis, aliado do Irã.
A investida foi uma retaliação contra o grupo por ataques realizados contra navios comerciais no Mar Vermelho, uma prática adotada em apoio ao grupo terrorista palestino Hamas, que à época travava uma guerra contra Israel na Faixa de Gaza.
Os bombardeios norte-americanos atingiram alvos ligados aos Houthis na capital Sanaa e em regiões portuárias do país, deixaram dezenas de mortos. Em maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo com o grupo libanês.
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Irã
EUA renovam ataques ao Irã e ameaçam bombardear instalação nuclear subterrânea
Os EUA e o Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro deste ano, após uma bateria de bombardeios conjuntos entre EUA e Israel ter matado a alta cúpula do governo iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.
O conflito teve uma série de fases e escaladas ao longo dos meses, incluindo um período de cessar-fogo e a assinatura de um acordo de paz preliminar. Em julho, no entanto, a guerra foi plenamente retomada com novas trocas de bombardeios entre EUA e Irã.
Meses antes da guerra, em junho de 2025, o Exército norte-americano realizou bombardeios-surpresa contra as três principais instalações nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan.
O governo Trump afirma que o objetivo da guerra contra o Irã é impedir que o país asiático obtenha uma arma nuclear.
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Iraque
Em março de 2025, os EUA realizaram ataques aéreos de precisão contra alvos do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Iraque.
A investida, tida como parte de ações antiterrorismo fomentadas pelo governo Trump, resultou na morte de Abu Khadijah, um dos líderes do EI e considerado um dos terroristas mais perigosos do mundo.
Segundo autoridades do governo Trump, os ataques foram realizados com ajuda de inteligência iraquiana.
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Nigéria
Estados Unidos bombardeiam Estado islâmico na Nigéria
Em dezembro de 2025, os EUA realizaram bombardeios contra alvos do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Nigéria, também no contexto das ações antiterrorismo. Trump justificou o ataque como uma retaliação por atentados do EI contra cristãos no noroeste do país africano.
Em maio de 2026, Trump anunciou que uma operação militar conjunta —separada dos bombardeios de meses antes— entre forças especiais dos EUA e o Exército nigeriano resultou na morte do novo número 2 do Estado Islâmico, Abu-Bilal al-Minuki.
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Síria
Menino tenta subir em um projétil iraniano não detonado que caiu em um campo aberto nos arredores de Qamishli, no leste da Síria, na quarta-feira, 4 de março de 2026.
Baderkhan Ahmad/AP
Os EUA realizaram bombardeios contra a Síria em diversas ocasiões desde 2025, também no âmbito da investida antiterrorismo do governo Trump.
Em dezembro de 2025, os EUA fizeram um ataque em larga escala contra alvos do Estado Islâmico em retaliação à morte de dois soldados norte-americanos e um intérprete civil em Palmira dias antes.
“Não é o início de uma guerra, é uma declaração de vingança”, disse à época o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth.
Em janeiro de 2026, veio outra onda de bombardeios contra o EI, em ataque que abrangeu todo o território sírio e feito em cooperação com forças de segurança do país.
Meses depois, em junho, os EUA anunciaram bombardeios que mataram Ali Husayn al-‘Ulaywi, tido como líder do EI no noroeste da Síria.
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Somália
O governo Trump também atacou a Somália sob o pretexto de operações antiterrorismo, que se intensificaram a partir de fevereiro de 2025.
Desde fevereiro de 2025, os EUA realizaram cerca de 200 ataques em território somali contra membros dos grupos terroristas Al-Shabaab, Al-Qaeda e o braço do EI no país, segundo o think tank norte-americana New America.
Esses bombardeios contra terroristas na Somália não são uma novidade, é praxe entre os presidentes norte-americanos desde a década de 1990, ainda no governo de George Bush.
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Venezuela
Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, em foto compartilhada por Trump.
REUTERS
A ação militar dos EUA na Venezuela talvez tenha sido a mais célebre do governo Trump. Em uma operação noturna e rápida, as forças norte-americanas entraram em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
A operação envolveu bombardeios pontuais na capital venezuelana para dar apoio à equipe de extração, o que deixou mortos no país sul-americano.
Desde então, o governo Trump submeteu Caracas à sua gestão, e colocou Maduro e Cilia para julgamento por tráfico de drogas nos EUA. Eles estão presos em Nova York e serão julgados a partir de junho de 2027.
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