Hora a hora, como foi a operação que capturou Maduro, segundo os EUA

  • 04/01/2026
(Foto: Reprodução)
O general John Daniel Caine explicou como foi a operação. Getty Images O presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu a operação em que o exército de seu país deteve o presidente da Venezuela e sua esposa como "um dos ataques mais precisos" da história militar do país. Com grande exaltação das forças armadas americanas, Trump disse que a operação de captura e "extração" de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foi uma "ação de soberania e justiça". O secretário de Defesa, Pete Hegseth, acrescentou que "não há palavras para descrever a coragem, o poder e a precisão desta operação histórica. Uma operação conjunta em grande escala, executada de forma impecável". Trump diz que Estados Unidos vão administrar a Venezuela A ação foi liderada pelo general John Daniel "Razin" Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA. Em entrevista coletiva na residência de Trump na Flórida, Caine descreveu como foi a operação: "discreta, precisa e executada no momento mais escuro da noite". Trump supervisionou pessoalmente a operação a partir de uma sala em sua residência na Flórida. Donald Trump/Truth Social 'Meses de preparação' O general Caine afirmou que as forças militares e de inteligência dos EUA estavam trabalhando há meses no planejamento e na preparação da intervenção na Venezuela, que chamaram de Operação Resolução Absoluta (Absolute Resolve). Segundo o alto comandante militar, a ação incluiu o envio de tropas, navios e aeronaves para a região, bem como operações da Agência Central de Inteligência (CIA), da Agência de Segurança Nacional (NSA) e da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA). Um dos objetivos era estudar Maduro e seu entorno, segundo Caine: como ele se movia, onde morava, para onde ia, como se vestia e até mesmo quais animais de estimação o cercavam. O general garantiu que estavam prontos para executar o plano desde os últimos dias de dezembro, mas optaram pela noite de sexta-feira e madrugada de sábado, em parte devido às condições favoráveis de visibilidade na área de Caracas. "Era crucial escolher o dia ideal para minimizar o potencial impacto sobre os civis e maximizar o elemento surpresa", segundo Caine. Então, seguiram-se cinco horas de ação militar para a "extração" de Maduro e sua esposa. LEIA TAMBÉM: Trump diz que EUA vão governar Venezuela interinamente e controlar petróleo do país EUA detalham operação que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela Ataque dos EUA na Venezuela deixou 40 mortos, diz jornal Os moradores de Caracas gravaram em vídeo as diferentes explosões durante a incursão dos EUA em Caracas. REUTERS 22:40 Pouco antes das 23h de sexta-feira (hora dos EUA), Trump deu a autorização a partir de sua residência na Flórida. "O presidente nos disse: 'Boa sorte e que Deus os proteja'", explicou Caine. Então, o Estado-Maior Conjunto ordenou o envio de 150 aeronaves que partiram de terra e mar perto do espaço venezuelano. As aeronaves voaram a cerca de 30 metros acima do nível do mar em direção a Caracas, a capital venezuelana, que está separada da costa por uma cordilheira. Os helicópteros que lideravam o avanço começaram então a usar "recursos", disse Caine sem dar detalhes, para abrir caminho até seu objetivo: o complexo onde Maduro se encontrava. Eles eram apoiados em diferentes posições por caças F-18, A-18, E-2, bombardeiros B-1 e unidades não tripuladas. "Quando a força começou a se aproximar de Caracas, o componente conjunto começou a desmantelar e neutralizar os sistemas de defesa antiaérea da Venezuela, utilizando armamento para garantir a passagem segura dos helicópteros até o objetivo", explicou o chefe militar. Ele garantiu que, assim que suas tropas cruzaram a cordilheira de Caracas, determinaram que o "elemento surpresa" havia sido totalmente preservado. Vários vídeos de moradores de Caracas mostraram helicópteros sobrevoando e explosões na capital da Venezuela e arredores. REUTERS 1:01 As aeronaves chegaram por volta da 1 da manhã (2 da manhã em Caracas) ao complexo onde Maduro e sua esposa estavam hospedados. Lá, as forças americanas enfrentaram uma reação: "Os helicópteros foram alvo de tiros e responderam com força avassaladora para se defenderem". Segundo Caine, uma das aeronaves foi atingida, mas permaneceu operacional. Trump e seus funcionários garantiram que os EUA não sofreram baixas de nenhum tipo. O chefe militar não deu mais detalhes sobre as circunstâncias em que Maduro e sua esposa foram detidos, se eles ofereceram resistência pessoalmente ou se tinham algum equipamento de proteção. "Maduro e sua esposa se renderam", limitou-se a dizer. Trump, que acompanhou a operação ao vivo de uma sala especial em sua residência na Flórida, afirmou que eles estavam em "uma casa que era mais como uma fortaleza". Supostamente, o presidente venezuelano tentou entrar em um local seguro reforçado com aço, chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la. De acordo com uma fonte da CBS News, Maduro foi capturado pela Força Delta do exército, a principal unidade antiterrorista dos EUA. Eles ficaram sob custódia do Departamento de Justiça, que os acusa de vários crimes relacionados ao tráfico de drogas. Os EUA garantem que atacaram vários pontos para se 'defenderem'. REUTERS 3:29 Quando os helicópteros dos EUA estavam se retirando de Caracas, "houve múltiplas trocas [de tiros]" com as forças venezuelanas, pelo que foi necessário o apoio de outras aeronaves. "Com sucesso, a força conseguiu sair e retornar às suas bases de partida", segundo Caine. Às 3h29, horário dos EUA (4h29 em Caracas), Nicolás Maduro e Cilia Flores já estavam em um navio, o USS Iwo Jima, para serem transferidos para território americano. "Se um único componente dessa máquina bem lubrificada tivesse falhado, toda a missão teria fracassado. E falhar nunca é uma opção para as forças militares dos EUA", disse Caine. "Foi uma demonstração poderosa da força conjunta dos EUA", concluiu o general. Trump divulgou uma foto de Maduro a bordo do USS Iwo Jima. Truth Social/Donald Trump Os locais atacados Ao mesmo tempo em que a operação era realizada, fortes explosões foram ouvidas em Caracas e colunas de fumaça podiam ser vistas subindo sobre a cidade. Vídeos de explosões e helicópteros sobrevoando circularam nas redes sociais. A equipe da BBC Verify confirmou que houve ataques nos seguintes locais: A Base Aérea Generalísimo Francisco de Miranda, um aeródromo conhecido como La Carlota. O Forte Tiuna, uma instalação militar importante em Caracas. O porto de La Guaira, principal via de acesso de Caracas ao mar do Caribe. O aeroporto de Higuerote, localizado no estado de Miranda, a leste de Caracas. Trump disse que as forças americanas estavam "preparadas para uma segunda onda" de ataques, mas que não precisaram realizá-la porque a primeira foi "muito poderosa". Ele acrescentou que não houve mortos nem feridos entre as forças americanas e que houve "poucos" feridos na operação. Não houve um relatório imediato de vítimas por parte do governo da Venezuela.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/04/hora-a-hora-como-foi-a-operacao-que-capturou-maduro-segundo-os-eua.ghtml


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