Grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir, diz Trump
Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (2) que o país ainda fará uma leva de ataques ao Irã maior que as realizadas até o momento na guerra.
Em entrevista à rede de TV CNN Internacional, Trump declarou que "estamos acabando com o Irã e que os EUA "ainda nem começaram a atingi-los com força". "A grande onda [de ataques] ainda nem aconteceu. A maior está chegando em breve”, completou.
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Trump também chamou de "surpresa" os ataques retaliatórios do Irã contra países do Golfo Pérsico —entre eles Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait— e acusou o regime iraniano de atirar "contra um hotel e um prédio residencial". Isso os deixou "com raiva" e com vontade de entrar no conflito, segundo o presidente norte-americano.
“Ficamos surpresos [com os ataques]. Dissemos a eles: ‘Nós cuidamos disso’, e agora eles querem lutar. E estão lutando agressivamente. Iam se envolver muito pouco e agora insistem em se envolver”, disse Trump à CNN Internacional.
Mais cedo nesta segunda, seis países árabes e os EUA repudiaram, em um comunicado conjunto, os ataques retaliatórios do Irã e o acusaram de ter civis como alvo. Eles também reafirmaram "nosso direito à legítima defesa".
Na entrevista à CNN Internacional, Trump disse também que não quer prolongar muito a guerra contra o Irã e que os EUA "estão à frente do cronograma" planejado para o conflito, porém em entrar em detalhes.
Também nesta segunda, o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, afirmou a guerra contra o Irã "não será eterna" e os objetivos dos Estados Unidos são destruir os programas nuclear e de mísseis e a Marinha iranianos.
"Às organizações de mídia e à esquerda política que gritam ‘guerra sem fim’, parem. Isto não é o Iraque. Isto não é interminável, nossa geração sabe melhor, e Trump também. Esta operação tem uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça de mísseis, destruir a Marinha, e nada de armas nucleares”, afirmou Hegseth. "O Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação", completou o secretário sobre a guerra contra o Irã.
Hegseth disse que nada está descartado na guerra contra o Irã, mas que os EUA não enviarão tropas para o país. Além disso, ele disse que é o presidente Donald Trump quem decidirá quanto tempo o conflito vai durar. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, o general Dan Caine, disse que deve demorar algum tempo para que os objetivos sejam atingidos.
O secretário de Guerra também acusou o Irã de planejar uma "chantagem nuclear" contra o mundo e que "os EUA não iniciaram essa guerra, porém Trump vai a encerrar".
"As persistentes ambições nucleares do Irã, seus ataques a rotas globais de navegação e seu crescente arsenal de mísseis balísticos e drones letais não são mais riscos toleráveis. O Irã estava construindo mísseis e drones poderosos para criar um escudo convencional para suas ambições de chantagem nuclear. E nossas bases, nosso povo, nossos aliados — todos na mira", afirmou Hegseth.
O secretário de Guerra norte-americano afirmou que o regime iraniano "teve todas as chances" para fazer um acordo nuclear com os EUA. Segundo ele, a guerra não tem como objetivo a mudança de regime —algo que seria ilegal à luz da Constituição dos EUA—, mas disse que "o regime já mudou e o mundo está melhor por conta disso", em referência ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
Guerra EUA e Israel x Irã
Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região.
Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".
"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/02/grande-leva-de-ataques-ao-ira-ainda-esta-por-vir-diz-trump.ghtml