EUA lançam ataques 'em larga escala' contra o Estado Islâmico na Síria
10/01/2026
(Foto: Reprodução) EUA fazem ataques ao Estado Islâmico na Síria
Os Estados Unidos e forças aliadas lançaram uma série de ataques "em larga escala" contra o grupo jihadista Estado Islâmico em todo o território da Síria neste sábado (10). Os ataques são uma nova represália após a ofensiva em dezembro que matou três americanos no país, segundo informações da agência de notícias France Press.
"Os ataques tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria" e foi parte da operação Hawkeye, lançada em "resposta direta ao ataque mortal do Estado Islâmico contra forças dos Estados Unidos e da Síria em Palmira", em 13 de dezembro, indicou o controle militar americano na rede social X.
Imagem divulgada pelo comando militar dos EUA mostra imagem de ataque em grande escola dos EUA contra o Estado Islâmico no território da Síria
AFP/Comando Militar dos EUA
O comunicado do controle militar americano não informa se os ataques deixaram mortos no território sírio. Segundo informações da agência de notícias Reuters, o Pentágono não comentou os ataques. Já o Departamento de Estado não respondeu ao ser questionado sobre a ofensiva.
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Reprodução/Comando Militar Americano
Em 13 de dezembro, dois soldados do Exército dos EUA e um intérprete civil morreram na cidade de Palmira, no centro do país. O ataque foi feito contra um comboio de forças americanas e sírias. Três outros militares americanos ficaram feridos.
De acordo com o Exército dos EUA, o agressor foi morto no local.
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O Ministério do Interior da Síria afirmou que o autor do ataque era integrante das forças de segurança sírias e era suspeito de simpatizar com o Estado Islâmico.
Nos últimos meses, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos tem realizado ataques aéreos e operações terrestres na Síria contra suspeitos de integrar o grupo extremista, muitas vezes com apoio das forças de segurança sírias.
Cerca de 1.000 militares americanos permanecem no país.
O atual governo sírio é liderado por ex-rebeldes que derrubaram Bashar al-Assad no ano passado, após 13 anos de guerra civil. A coalizão no poder inclui ex-integrantes do braço sírio da Al Qaeda, que romperam com o grupo e entraram em confronto com o Estado Islâmico.
A Síria tem cooperado com a coalizão liderada pelos EUA no combate ao ISIS. No mês passado, os dois lados firmaram um acordo após a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à Casa Branca.