Aparato repressivo permanece 'intacto' na Venezuela pós-Maduro, alertam investigadores da ONU

  • 16/09/2026
(Foto: Reprodução)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez REUTERS/Kevin Lamarque / Wendys Olivo/Palácio Miraflores/Divulgação via REUTERS Em meio a detenções ilegais, desaparecimentos forçados e leis contra a dissidência, a situação dos direitos humanos na Venezuela continua aguardando mudanças "reais e significativas", apesar de algumas "melhorias limitadas", afirmaram investigadores da ONU nesta quarta-feira (16). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Apesar das limitadas melhorias observadas na situação dos direitos humanos na Venezuela, as instituições estatais responsáveis pela repressão, pelas graves violações dos direitos humanos e pelos crimes contra a humanidade permanecem intactas", declarou a Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos da ONU sobre a Venezuela, em um comunicado. Divulgado à margem da apresentação de um relatório ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra, o comunicado afirma que, após a intervenção militar do governo dos Estados Unidos de Donald Trump em 3 de janeiro e a deposição do ditador Nicolás Maduro, a missão observou "uma diminuição significativa nas detenções de longa duração e nos desaparecimentos forçados". Além disso, nos meses que se seguiram à prisão de Maduro, as autoridades do governo de Delcy Rodriguez —que era vice-presidente e assumiu sob tutela dos EUA— libertaram centenas de pessoas detidas por motivos políticos e flexibilizaram ligeiramente as regulamentações sobre manifestações e participação da sociedade civil, afirmam os investigadores. Agora no g1 No entanto, o grupo lamenta a ausência de "reformas institucionais necessárias para garantir uma melhoria significativa e sustentada na situação dos direitos humanos". "Inúmeras leis usadas para criminalizar a dissidência permanecem em vigor, e os extensos serviços de inteligência e forças de segurança do país essencialmente mantêm as mesmas estruturas, políticas e práticas", alerta. A missão acrescentou ainda que "jornalistas e outros atores da sociedade civil continuam enfrentando obstáculos no seu trabalho diário". "A redução de algumas das formas mais severas de repressão é significativa, mas não constitui, de forma alguma, uma transformação do sistema que as tornou possíveis", afirmou Sofía Macher, chefe da missão. Apesar do que afirma o relatório da ONU, o governo Trump não voltou a falar sobre repressão na Venezuela desde a captura de Maduro. Isso porque Washington colocou o governo venezuelano sob sua tutela desde então, dita os movimentos de Caracas e explora o petróleo do país sul-americano. Bandeira da Venezuela é vista sob os escombros enquanto as buscas pelas vítimas do terremoto continuam em Caraballeda, La Guaira, em 29 de julho de 2026. Gaby Oraa/Reuters

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/09/16/aparato-repressivo-venezuela-permanece-intacto-pos-maduro-alerta-onu.ghtml


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